terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Alterações climáticas: uma oportunidade


O inquérito ás preocupações dos portugueses sobre as alterações climáticas, que hoje será apresentado na Assembleia da República,é surpreendente: mais de metade dos inquiridos respondeu que as alterações, ao invés de serem uma ameaça, podem constituir "uma oportunidade para a melhoria da qualidade de vida". As primeiras impressões, relatadas pelo jornal online Observador, citam a investigadora Luísa Schmidt, do Instituto de Ciências Sociais.




http://observador.pt/2015/12/15/maioria-dos-portugueses-preocupada-as-alteracoes-climaticas/

Novidades

primeiros refugiados chegam dia 17



As zonas urbanas de  Lisboa, Cacém, Torres Vedras, Marinha Grande, Penafiel e Vinhais serão as primeiras a receber refugiados. A nota de registo tornou-se notícia por ser o primeiro de muitos processos de acolhimento. Esperemos que os próximos já não sejam notícia.

Leia mais no Observador

http://observador.pt/2015/12/14/primeiro-grupo-refugiados-chega-esta-quinta-feira/

Há novidades na Bibliografia. Consulte as publicações que vão sendo editadas sobre cidades

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Portugal abaixo da média europeia




Nem sobe nem desce. O Índice das Nações sobre o Desenvolvimento HImano mantem Portugal na posição que já detinha :43º lugar. Uma avaliação feita a partir da análise de três critérios conforme revela hoje o DN online: "vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e padrão de vida decente." Apesar da posição, Portugal continua atrás da maioria dos países europeus




"Human Development Report 2015: Work for Human Development

O exemplo português











Erkratter Strasse. É aqui que tudo parece acontecer quando se fala em português, na cidade alemã de Dusseldorf. Espelho da tenacidade e da visão de três portugueses, o mundo parece tornar-se mais pequeno para os 1600 lusos que escolheram aquela cidade. Mas o que podia parecer um espaço natural de confraternização de portugueses, é muito mais do que isso: Há ali “um contrato” multicultural, multirracial”- um local de encontro de Pessoas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Óbidos e Idanha-a-Nova classificadas pela UNESCO





As vilas de Óbidos e Idanha-a-Nova foram designadas Cidades creativas ("Creative Cities Network"), pela UNESCO, na área da Literatura e  música.

A   classificou das vilas de Óbidos e  e de Idanha-a-Nova  foi baseada  nas opções dos dois municípios que abraçaram, por aquela ordem, projetos na área da literatura e da música.

O anúncio feito em Paris esta tarde justifica as escolhas tendo em conta a identificação dos projetos desenvolvidos "com a necessária promoção a cooperação com e entre cidades que identificaram a criatividade como um factor estratégico para um desenvolvimento urbano sustentável".
Leia aqui a decisão da Unesco,

Principais cidades pouco transparentes



O Relatório da Associação Cívica "Transparência e Integridade" sobre a postura do poder local mostra disparidades entre municípios, parecendo existir uma relação entre o tamanho dos municípios e a sua posição no ranking elaborada por aquela instituição independente.
A primeira capital de distrito (Ponta Delgada) aparece apenas no lugar 36. Até lá, são as Câmaras mais pequenas a dar cartas. As principais cidades do país, igualmente capitais de distrito, ficam mal no retrato publicado ontem e que pode consultar  (ver link). Porto (98º), Lisboa (127º) e Braga (156º), mostram como o caminho é longo. Os critérios de avaliação foram baseados em 76 indicadores e agrupados em sete dimensões de acordo com as indicações daquela instituição: Informação sobre a Organização, Composição Social e Funcionamento do Município;Planos e relatórios;Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos;Relação com a Sociedade;Contratação Pública;Transparência económico-Financeira e Transparência na área do Urbanismo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Düsseldorf- um exemplo de reabilitação urbana





Um dos bairros mais famosos de Düsseldorf ostenta o caminho da Reabilitação urbana, juntando os esforços dos seus habitantes e a vontade da autarquia local. As fachadas dos prédios, onde habitam 600 pessoas de 36 origens distintas, estão a ser pintadas a gosto pelos residentes. Um exemplo de como, com alguma imaginação, se assegura a viabilidade der um bairro, outrora fruto de marginalidade e de violência.


A Mobilidade mental








Em Portugal não há o hábito de avaliar os custos da mudança, nem que esta seja política – necessariamente legitimada-, o que se traduz num problema que afeta instituições, empresas, cidadãos. A mudança governamental é a todos os títulos e por tradição aquela que causa mais mossa e a que invariavelmente, acarreta um custo quando todos os players são confrontados com as mudanças de estratégia, de objetivos, de protagonistas.
A Democracia é assim mesmo, não é perfeita e tem custos que a sociedade, apesar de os assimilar como incontornáveis, desconhece, mas que vale apena avaliar, não por que não se deva aceitar a consequência, mas para impedir efeitos sobre a economia e a sociedade que podem ser evitáveis, poupando, assim, milhões de euros ao Estado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Projeto português de mobilidade inteligente em Paris




O Centro Português de Engenharia e Inovação vai apresentar na Cimeira do Clima, em Paris, um sistema de gestão de mobilidade. O mobi.me é apresentado como promotor da sustentabilidade a partir de uma plataforma de serviços. 
A ideia,  acordo com os seus responsáveis, é permitir que num único local se alojem serviços de operadoras que permitam "uma mobilidade mais inteligente e sustentável"

Leia mais na edição online do Jornal de Negócios

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Financial Times e o país "diferente"



O Financial Times publica um artigo sobre Portugal, chamando a atenção para as alterações que o país está a sofrer, nomeadamente com o crescimento e aparecimento de projetos inovadores que começam a suplantar a imagem associada ao turismo. Lisboa e Porto aparecem como referenciais



Lei mais no FT

http://www.ft.com/cms/s/0/6d14588e-91e2-11e5-bd82-c1fb87bef7af.html#axzz3t4AZBJzP

O papel dos robots: depois da Inglaterra, o Japão



Há dias, na crónica habitual, publicada ao domingo ("O petróleo das cidades"), citei o estudo do Banco de Inglaterra para abordar a perda potencial de emprego a favor das máquinas. Estava em causa metade da população empregada naquele país.
Hoje, um estudo do Nomura Research Institute veio revelar que metade dos postos de trabalho japoneses estão em perigo nos próximos 15 anos. Foram analisadas 600 profissões e de acordo com a Universidade de Oxford...

O artigo "O Petróleo das cidades" está disponível neste Blog

leia a notícia na edição online do Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4913532&page=-1

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Economia circular avança na Europa



A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira o seu plano para promover a economia Circular- uma postura bem distinta daquela que marcou o incentivo europeu ao consumo (estraga, deita fora) perpetuado ao longo de três décadas. Agora, o lema é "Reparar, Reutilizar e Reciclar". A mensagem vai começar a ser massificada junto dos consumidores, o que faz aumentar a possibilidade de antigas profissões associadas à reparação e reaproveitamento de pequenos aparelhos e electrodomésticos ressurgirem na paisagem da empregabilidade. 
Nas contas da Comissão, cada europeu gera cinco toneladas de resíduos anualmente por cada 14 toneladas consumidas. A inversão desta tendência vai ser o principal objeto do plano que quer inverter esta situação indo de encontro à decisão do Parlamento Europeu que pretende que haja um "objetivo vinculativo" para aumentar a gestão de recursos em 30 por cento nos próximos 15 anos. Nas contas do Parlamento, o incentivo a Economia Circular poderá aumentar em 1% o PIB europeu e gerar mais de dois milhões de postos de trabalho.
As cidades poderão ter um papel fulcral na medida em que grande parta das políticas de sensibilização para o consumo inteligente passam pelos decisores locais.

Natal com crise a meio gás


Os gastos com a iluminação pública no Natal parecem estar a subir, enquadrados por alívio na perceção da crise. Só em Lisboa estão ao dispôr 2,1 milhões de lâmpadas para 34 locais. Com mais ou menos dificuldades, as autarquias apostam nesta época para atrair visitantes e incentivar o consumo no comércio local. Nas contas da edição online do jornal Expresso, as principais cidades vão gastar um milhão de euros. Entre as mais contidas nesta edição estão Braga e Oeiras, enquanto Setúbal e Matosinhos preferiram alargar os cordões à bolsa.


Pode ler aqui

http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2015-12-01-Principais-autarquias-gastam-1-milhao-com-a-iluminacao-de-Natal
).

Eleitos locais em Paris adotam políticas amigas do Ambiente




 Eleitos locais de todo o Mundo vão estar reunidos a partir de sexta-feira, em Paris, paralelamente à Cimeira do Clima. Um encontro que reúne mais de mil autarcas, presidido pela presidente da Câmara da capital francesa, Anne Hidalgo e pelo enviado especial da ONU para as cidades, Michael Bloomberg. Na cimeira  estarão presentes alguns autarcas portugueses, seis ao todo, em representação dos municípios de Águeda, Almada, Cascais, Lisboa, Seixal e Torres Vedras. No Hôtel de Ville de Paris, Ban Ki-Moon será presenteado com um filme Papel de Natal, oferecido pela Câmara de Almada como forma de alertar o mundo para a necessidade de defender a floresta. Filmado na cidade portuguesa pelo realizador, José Miguel Ribeiro, a fita retrata o consumo desenfreado na  época natalícia, apelando para a consciência individual e coletiva sobre formas alternativas de comemorar a época sem recurso ao papel. A diretora do projeto de Almada, Catarina Freitas sublinha a importância da mensagem do filme que "pode ter várias leituras", uma das quais "é o papel que cada um pode ter na mudança".

Lisboa em 52º como melhor cidade para estudar





O ranking das melhores cidades para estudar foi hoje conhecido. De acordo com o jornal inglês, The Guardian o QS Best Student Cities 2016 coloca Lisboa  no lugar 52 e Paris em primeiro lugar. Veja no link como está a cidade dos seus sonhos para continuar os estudos


http://www.topuniversities.com/city-rankings/2016#sorting=rank+custom=rank+order=desc+search=


Almada e Alfândega da Fé dão o exemplo em Paris



As atenções em Paris não recaem apenas sobre o papel dos governos no combate às alterações climatéricas. Um pavilhão é dedicado ao trabalho que municípios e regiões estão a fazer. Dos 126 projetos apresentados, apenas dois são portugueses: Almada e Alfandega da Fé. 
Há muito boas intenções, mas o trabalho em Portugal está ainda longe de mobilizar os agentes locais em todo o território. A iniciativa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa é por isso uma novidade que aponta para a organização local de estratégias municipais de adaptação ás alterações climatéricas. Chama-se  AdaPT.Local. O projeto nacional apenas envolve 26 dos 305 municípios. 
No caso de Almada, a autarquia local desenvolveu o seu projeto em torno do controlo de inundações, segurança alimentar e agricultura urbana, procurando reduzir o risco associado. Em Alfandega da Fé, um concelho com grande peso da área florestal e agrícola, as preocupações apontam para a redução de risco associado, à criação de mais espaços verdes e à reabilitação e inovação urbana.
Noutros municípios, o trabalho está em fase inicial como é o caso de Braga que iniciou os trabalho para ter a sua própria Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climatéricas.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Cidades preparam ataque às alterações climáticas



As mudanças no clima não são apenas uma preocupação dos líderes mundiais. É localmente, nas cidades, que se está a fazer a diferença. A grande mudança passa pela definição de uma estratégia que, no caso português, está a ser cozinhada por 26 municípios, prevendo-se que o início da sua implementação ocorra em 2016. No projeto, conhecido por Climadapt.Local, estão representadas todas as comunidades intermunicipais do país e ilhas. Um passo em frente no combate onde há ainda muito a fazer. Portugal viu ontem  a Agência Europeia do Ambiente chamar a atenção para a poluição nas cidades portuguesas - uma radiografia a exigir medidas concretas. As principais cidades, Lisboa, Porto e Braga são apontadas no relatório daquela Agência como zonas com indicadores negativos em matéria de poluição do ar. Dá-se o caso que os dados são de 2012/13. Como estamos agora?

o lugar das bicicletas



Em Belo Horizonte, cidade brasileira, os gestores urbano reservaram  a zona central das ruas e avenidas para as bicicletas. Uma ideia que pode ser replicada nas nossas cidades

legenda: catapult foto