segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Portugueses desconhecem impacto dos fundos comunitários
Eurobarómetro revela fraca perceção do impacto dos fundos pela população portuguesa. Apenas 29 por cento dos inquiridos ouviram falar de projetos co-financiados que ajudaram a melhorar a zona onde vivem.
Outros dados revelam que há muito trabalho a fazer na comunicação
Consulte os restantes resultados aqui:
http://ec.europa.eu/COMMFrontOffice/PublicOpinion/index.cfm/Survey/getSurveyDetail/instruments/FLASH/surveyKy/2055
Já cheirou hoje a sua cidade ?
Publicado na edição de Domingo do Jornal Diário do Minho, dia 13 de Setembro de 2015
Primeiro Acto: Sexta-feira, dia
11. A meteorologista Paula leitão acaba de ser citada pelos jornais: “o fim de
semana vai trazer cheiro a Outono”. Ela queria dizer Chuva. Quando chega sente-se
no corpo, mas também se cheira. No campo ou na cidade, os cheiros
diferenciam-se; é intrínseco a cada um de nós, à casa onde cada um vive. É tão
natural a condição do cheiro que só lhe atribuímos importância quando é muito
agradável ou então se torna insuportável. Segundo acto: Estamos em 1981. Vou de
férias. O cheiro à chegada ao Campo das Cebolas, em Lisboa, não é do bolbo, mas
da maresia desprendida do Tejo. Sigo para o Barreiro onde aguardo pacientemente
o comboio. São cinco da tarde, céu limpo, temperatura amena. Nada o fazia
prever para incautos como eu!- Um aviso sonoro estridente antecede o
inimaginável: em cinco minutos, o ar torna-se irrespirável; percebe-se porque é
que as casas estão caiadas de preto. As fábricas instaladas na cintura
industrial acabam de descarregar as fornalhas através de enormes chaminés. Terceiro
Acto: Hoje é dia 13 de Setembro de 2015: no momento em que está a ler esta
crónica, o leitor não se imagina num cenário destes. Há outro tipo de cheiros que o sensibilizam,
por ventura agridoces, talvez o cheiro a pão quente, às flores que tem junto á
soleira da porta ou da relva acabada de cortar. Pela minha parte delicio-me com o cheiro das hortícolas no campo onde passo
as manhãs do fim de semana. Espero.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
A lição de Sócrates
Patrick Willer é autor de um texto publicado ontem no americano Digitalist Magazine que não só é atual, como toca no tendão de Aquiles de muitas organizações públicas e privadas portuguesas que continuam a ter enormes dificuldades em canalizar algum do tempo para valorizarem a capacidade crítica dos seus colaboradores.
Na sua abordagem ressalta um pensamento do filósofo, mais do que atual, necessário para que as organizações tenham sucesso: " mentes fortes discutem ideias, mentes medianas discutem acontecimentos, mentes fracas discutem pessoas".
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Explore o Big Data em Londres...
Leram a história do El País? Então vejam os efeitos do Big Data em cidades como Londres, Nova Iorque ou Hong Kong através deste site:
http://www.manycities.org/
Os desafios do Big Data
O GovLop questionava-se num dos seus últimos artigos sobre o que é que um Data Sensors podia fazer por cada um de nós. Estes sensores de dados que, na sua forma mais simples, tanto podem ser obtidos pelo nosso posicionamento via GPS (existente no carro ou nosso smartphone), teve uma resposta no El País que merece ser lida e objeto de reflexão de cada um de nós:
integração e partilha de serviços avança no Norte
A integração e partilha de serviços e até de competências vai avançar entre os municípios do Norte. Uma boa notícia que vale mais de dois milhões de euros de investimento, mais precisamente 2 milhões 252,926.44 €. Do Minho a Trás-os-Montes. do Douro ao Sousa, os projectos vão abranger áreas tão díspares como os sistemas de gestão associados ás áreas da Protecção Civil, Informação Geográfica (SIG), Compras, Frotas de Transporte Escolar, Monitorização de consumos energéticos e Sustentabilidade Urbana.
Os projetos respondem a uma das características fundamentais da gestão inteligente: a redução de custos e a otimização de recursos através da visão estratégica comum da gestão do território
http://www.ccdr-n.pt/sites/default/files/ficheiros_ccdrn/administracaolocal/contratos_20150911_vf.pdf
O caminho da Pobreza em Portugal e na Europa
Leia o relatório da Organização OXFAM sobre a pobreza em Portugal e na Europa
A minha Opinião:
Um dos indicadores mais importantes para medir a gestão
inteligente das cidades antes de estas se “transformarem” em alegadas smart
cities, reside na capacidade de diminuir a pobreza seja ela ao nível dos recursos
físicos, económicos, sociais, intelectuais ou políticos.
O que diz o Relatório :
O Documento ontem divulgado lembra-nos as palavras do fundador da União Europa, Robert Schuman
"A Europa não se fará de uma só vez, ou de acordo com um plano único.
Ela será construída por meio de acções concretas que criem primeiro uma solidariedade de facto".
Ela será construída por meio de acções concretas que criem primeiro uma solidariedade de facto".
"Europe will not be made all at once, or according to a single plan.
It will be built through concrete achievements
which first create a de facto solidarity...."
e as palavras do presidente do Parlamento Europeu , Martin Schulz
"O que muitos tendem a esquecer é que a pobreza e a exclusão social sendo o resultado direto da desigualdade, minam as próprias bases da nossa sociedade. Como a história já nos mostrou, esta ameaça a existência do nosso sistema democrático".
"What many tend to forget is that poverty and social exclusion, being the
direct result of inequality, undermine the very fundamentals of our
society. As history has already shown us, this threatens the existence of
our democratic system.
O exemplo de Barcelona
Podem acreditar que é verdade. A Câmara de Barcelona está a multar bancos e instituições financeiras que inutilizem espaços em prédios que podem ser adequados a Habitação Social
Leia a síntese no JN.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4769726
Se preferir vá até ao site do El País onde é tudo explicado por Ada Colau, a presidente da Câmara da capital da Catalunha
http://ccaa.elpais.com/ccaa/2015/09/09/catalunya/1441785687_259793.html
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Transparência do orçamento português ainda não satisfaz
A transparência nos Orçamentos seja do Estado ou das autarquias continua a ser uma miragem. As exceções contam-se pelos dedos. É o Portugal que termos. Falta ainda um longo caminho, mas é verdade que se diga que já tivemos bem pior.
leia aqui a síntese do Relatório elaborado pelo International Budget
http://internationalbudget.org/wp-content/uploads/OBS2015-Executive-Summary-Portuguese.pdf
ou o inquérito
aberto aqui : www.openbudgetsurvey.org
Perceba melhor a situação portuguesa
http://internationalbudget.org/opening-budgets/open-budget-initiative/open-budget-survey/country-info/?country=pt
leia aqui a síntese do Relatório elaborado pelo International Budget
http://internationalbudget.org/wp-content/uploads/OBS2015-Executive-Summary-Portuguese.pdf
ou o inquérito
aberto aqui : www.openbudgetsurvey.org
Perceba melhor a situação portuguesa
http://internationalbudget.org/opening-budgets/open-budget-initiative/open-budget-survey/country-info/?country=pt
Portugal melhora indicadores da mortalidade infantil
Leia aqui a análise do jornal online Observador
http://observador.pt/2015/09/09/taxa-mortalidade-infantil-portugal-desce-76-25-anos/
Se quiser ler o documento na íntegra pode aceder à seguinte página:
http://www.unicef.org/media/files/IGME_Report_Final2.pdf
indicadores do envelecimento em Portugal
Conheça o índice sobre o envelhecimento em Portugal apresentado pela organização

http://www.helpage.org/global-agewatch/population-ageing-data/country-ageing-data/?country=Portugal
http://www.helpage.org/global-agewatch/population-ageing-data/country-ageing-data/?country=Portugal
terça-feira, 8 de setembro de 2015
O papel dos Municípios no combate à fuga aos impostos
O combate à fuga dos impostos em Portugal tem que alargar os horizontes. Não pode ser apenas um problema do ministério das Finanças mas de quem, igualmente, gere os destinos dos municípios. A visão integrada dos esforços poderá conduzir à identificação, retorno e mitigação da atual realidade. O distrito de Braga é um bom exemplo , no mau sentido , da necessidade de se avançar com os planos locais de combate à fuga ao pagamento de impostos. Os municípios tem de ter uma palavra neste processo, sendo que são beneficiados pelos resultados. Mais impostos devidos cobrados, logo mais receita para os seus cofres, logo melhores e mais políticas locais.
Veja aqui o relatório da União Europeia sobre o estado da fuga dos impostos na Europa:
http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/common/publications/studies/vat_gap2013.pdf
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Sugestão: leia a entrevista de Paulo Reis Mourão
Economia sem gravata. Assim se chama o novo livro do professor da Universidade do Minho, Paulo Reis Mourão. O autor explica e decifra os mistérios da Economia. Leia a entrevista deste docente, defensor da Regionalização, no Babel/Jornal de Notícias:
http://www.jn.pt/blogs/babel/archive/2015/08/10/quot-portugal-ridiculariza-os-s-225-bios-quot.aspx
As cidades Refúgio-versão espanhola
As cidades Refúgio, tema da crónica deste domingo, publicada no jornal Diário do Minho, e abordado repetida vezes neste blog assumiram-se como tal na vizinha Espanha onde se preparam para receber de forma organizada milhares de refugiados. Em Portugal, inúmeras localidades estão a dar conta da sua disponibilidade. A reforçar esta onda solidária, o apelo do Papa às paróquias europeias, este fim de semana , é um passo em frente na humanização política da Europa rica.
leia o resumo no Diário Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/espanha-mais-de-50-localidades-dispostas-a-receber-refugiados_227999.html
e no Diário do Minho
www.diariodominho.pt
leia o resumo no Diário Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/espanha-mais-de-50-localidades-dispostas-a-receber-refugiados_227999.html
e no Diário do Minho
www.diariodominho.pt
As cidades refúgio
Hesitei em trazer a este espaço a
reflexão que se exige após a publicação de uma das imagens mais agressivas e
chocantes alguma vez editadas pelos jornais e divulgadas pelas televisões. É o
dever de consciência que nos remete para a necessidade de não permanecermos em
silêncio e de agitar a hipocrisia política que se “derrete” em ações
eufemísticas.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
As cidades e a bola quadrada em dia de eleições
A marcação de jogos em dia de eleições por parte da Liga é o corolário da incapacidade material que vem sendo revelada ao longo dos anos de combate à abstenção. Provavelmente, no dia 4 de Outubro, muitos (poucos) portugueses farão o "favor" aos partidos políticos de irem votar, seguindo depois para os estádios. Outros vão deslocar-se manhã cedo para os campos dos adversários que distam dezenas e/ou centenas de quilómetros e deixarão para o fim a ida às urnas, o que não irá acontecer porque o futebol acaba tarde, as filas de trânsito eram muitas, os pais estão cansados, há birra no carro, pelo que o melhor é ir mesmo para casa. E os que acordarem tarde, e os que tem hábito de irem visitar a família, ou almoçar fora, ou irem simplesmente ao parque, se o tempo deixar, começar uma sandoca. E os que simplesmente acham que ficar em casa é melhor, porque já se sabe quem ganha, são sempre os mesmos. E os que não podem sair porque não tem dinheiro para o autocarro e os que desesperados, sem dinheiro para o prato da sopa, não esperam, desesperam. E os que acham que até vale a pena ir às urnas e chegam ao fim abanam a consciência e lá suspiram: foi pena. Eu até queria ir, mas estava sem vontade! E os que vão ver o seu clube perder na televisão, no café, no estádio? E os que, sabendo tudo isto, vem o valor do seu voto multiplicar estatisticamente à custa dos abstencionistas?
Como podemos aspirar que as cidades tenham uma relação de cidadania para com os seus eleitores quando estes dão pontapés nas oportunidades e como podemos almejar ter uma relação inteligente entre cidades e pessoas quando uns quebram a "obrigação" do exercício maior que é de escolher. Abdicando do princípio de escolha, corremos o risco de que a bola seja cada vez mais quadrada, perdendo-se o direito à vitória. É simplesmente uma derrota da Cidadania.
Cávado é exceção na redução de pessoas em 2040
a notícia acaba de ser publicada e agrava o drama demográfico português. Até 2040, o interior vai continuar a perder população. Entre as exceções estão as zonas do Cávado, Lisboa e Algarve.
Leia mais no Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4761161&page=-1
Leia mais no Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4761161&page=-1
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
a liberdade das coisas já anda por aí
A cidade de Amesterdão acaba de lançar oficialmente a “rede
Rhings” http://thethingsnetwork.org/
- uma nova internet das coisas da rede sem fio. Utilizando o “crowdsourced (Crowdsourcing
é o processo de obtenção de serviços, ideias ou conteúdo necessários
solicitando contribuições de um grupo variado de pessoas e, especialmente, a
partir de uma comunidade on-line, ao invés de usar fornecedores tradicionais
como uma equipe de funcionários contratados-ver mais na wikipédia), usa uma baixa largura de banda (LoRaWAN), sem necessidade
de ter 3G ou WI-FI e com custos de instalação zero.
Esta iniciativa de acordo com os seus responsáveis pretende
alagar-se a todas as cidades do Mundo
ser inteligente está na moda
A afirmação no título pertence ao texto publicado ontem no site da Portugalstartups em inglês ( Smart is the new sexy) onde se questionada se as cidades portuguesas são inteligentes. Uma referência à modo instalada em Portugal em torno do conceito de smart cities no dia em que esta entidade anunciou a abertura do período para a nomeação dos novos vencedores criativos no seio do empreendedorismo. O UP Awards Nominations é uma parceira da Câmara Municipal de Lisboa com a Sage Portugal e a Microsoft Portugal.
Leia mais em
http://portugalstartups.com/2015/09/are-portuguese-cities-smart/
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Lisboa financia...e Penela concretiza
A crescente preocupação com o impacte da chegada dos migrantes a Portugal, levou a Câmara Municipal de Lisboa a disponibilizar dois milhões de euros para acudir às necessidades dos que chegarem ao nosso país.
Esta postura que responde positivamente ao apelo para darmos corpo às cidades de Acolhimento, deve fazer-nos ponderar que, entre nós, infelizmente, muitos são obrigados a migrar dentro do país à procura de condições de vida digna, fugindo da miséria e da pobreza.
Seria bom que para esses também as cidades desenvolvessem políticas de acolhimento efetivas sem filas de espera nem promessas vãs
Leia mais no Jornal online Observador
http://observador.pt/2015/09/01/camara-lisboa-cria-fundo-dois-milhoes-euros-apoiar-refugiados/
O município de Penela será o primeiro, ao que se saiba, a acolher duas famílias de refugiados. A chegada dos migrantes está prevista para o próximo dia 11
Ler mais no Jornal de Notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4757672
Esta postura que responde positivamente ao apelo para darmos corpo às cidades de Acolhimento, deve fazer-nos ponderar que, entre nós, infelizmente, muitos são obrigados a migrar dentro do país à procura de condições de vida digna, fugindo da miséria e da pobreza.
Seria bom que para esses também as cidades desenvolvessem políticas de acolhimento efetivas sem filas de espera nem promessas vãs
Leia mais no Jornal online Observador
http://observador.pt/2015/09/01/camara-lisboa-cria-fundo-dois-milhoes-euros-apoiar-refugiados/
O município de Penela será o primeiro, ao que se saiba, a acolher duas famílias de refugiados. A chegada dos migrantes está prevista para o próximo dia 11
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http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4757672
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